quarta-feira, 19 de agosto de 2009

COISA DE MULHER



Título Original: Coisa de Mulher
Gênero: Comédia Tempo de
Duração: Ano de Lançamento (Brasil): 2005
Estúdio: SBT Filmes / Diler & Associados / Warner Brasil
Cinco mulheres vivem em um prédio de classe média: Catarina (Lucília de Assis), que está cansada do casamento; Mônica (Suzana Abranches), que sonha em se casar virgem; Mayara (Adriane Galisteu), que sonha em ser mãe; Dora (Carmen Frenzel), que se separou recentemente; e Graça (Cláudia Ventura), que privilegia sua carreira profissional em detrimento de sua vida amorosa. A chegada ao prédio de Murilo (Evandro Mesquita), o charmoso novo morador do local,chama a atenção do grupo. Murilo é um talentoso escritor que passa por um momento difícil em sua carreira, sendo obrigado a escrever uma coluna em uma revista feminina sob o pseudônimo de Cassandra. A coluna apenas começa a fazer sucesso após a mudança de Murilo, já que aos poucos ele se aproxima de cada uma de suas vizinhas e conhece suas aflições e desejos, usando-os em seus novos textos.
Evandro Mesquita (Murilo) Adriane Galisteu (Mayara) Carmen Frenzel (Dora) Cláudia Ventura (Graça) Lucília de Assis (Catarina) Suzana Abranches (Mônica) Hebe Camargo (Hebe) Eliana Fonseca (Loreta) Cacá Amaral (Décio) Daniel Boaventura (Isaac) Gustavo Ottoni (Dr. Leonardo) Marcelo Cavalcanti (Toninho) Viétia Zangrandi (Darci) Alexandre Monteiro (Oswaldo) Renata Fronzi (D. Yolanda) Thaiane Maciel (Bebel) Felipe Wagner (Saul) Vilma Melo (Lia) Vanessa Goulartt (Solange)

UM CERTO CAPITÃO RODRIGO - ÉRICO VERÍSSIMO (1971) raridade



Título Original: Um Certo Capitão Rodrigo
Gênero: Aventura
Duração: 106min.
Lançamento (Brasil): 1971
Um cavaleiro, meio soldado, meio gaudério, cabelo doirado ao sol, violão às costas, entra na pacata cidade de Santa Fé. Ninguém poderia imaginar que aquele homem estava entrando também em suas vidas. Cantando e bebendo foi conquistando os corações das mulheres e a admiração dos homens. Um contador de estórias, de aventuras,de guerras ou de mentiras? A verdade é que se tratava de Um Certo Capitão Rodrigo. De nada adiantou o padre Lara preveni-lo das qualidades morais das pudicas donzelas e da honorabilidade da sociedade local. No primeiro dia, a mulher do vendeiro. Depois, Bibiana, Helga, Índia e Rosa. Foram todas se envolvendo por sua simpatia e irreverência. Sua gargalhada podia ser ouvida até na casa do chefe político local, que tentou expulsá-lo. Quando o capitão disse: "Fico", já não mais pensava em si, mas na mulher que amava, no futuro de seus filhos e em seu povo. Rodrigo tinha no sangue o amor e a guerra. Em dezenas participou, expulsando a "pelegaços" e ponta de lança os castelhanos invasores. Mas agora sua luta era aqui. Dentro de Santa Fé. Inspirado pela idéia republicana de Bento Gonçalves, outro bravo gaúcho, o capitão Rodrigo brada em praça pública, antes de bombardear o sobrado governamental: "Viver com honra ou morrer com dignidade".
ELENCO
Francisco di Franco Elza de Castro Newton Prado Sônia Dutra Álvaro Alves Pereira Paixão Côrtes Pepita Rodrigues Carlos Castilho Iná Dornelles Vargas Anita Otero Alexandra Maria

Bar Esperança. O último de fecha - 1983 RARIDADE



Título Original: Bar Esperança
Gênero: Comédia
Duração: 120 min
Lançamento (Brasil): 1983Distribuição: Embrafilme
Direção: Hugo Carvana
Roteiro: Armando Costa, Denise Bandeira, Euclydes Marinho, Hugo Carvana e Martha Alencar
Produção: Centro de Produção e Comunicação, Marca Cinematográfica e Embrafilme
Música: Tomás Improta
Fotografia: Edgar Moura
Cenário: Mário Monteiro
Figurino: Rita MurtinhoEdição: Lael Rodrigues
Letreiros: Ruy de Oliveira
Sinopse:Tradicional ponto de encontro da boemia carioca, o Bar de Dona Esperança tem entre seus freqüentadores, jornalistas, escritores, atores e artistas em geral, que todas as noites vêm se reunir em suas mesas. Entre eles estão Zeca e Ana, casal em crise desde que ele abandonou o emprego de roteirista na emissora de TV onde ela trabalha como atriz, cansado da rotina e atravessando uma crise de criatividade. Circulam ainda, pelo local, as figuras mais excêntricas e divertidas, como o camelô que vende de tudo, o bêbado chato e Curly, o marido que vem beber escondido da esposa, Cotinha, e que, descoberto, amarga o vexame de vê-la fazer um 'strip-tease' público.Revoltada com o que vê como irresponsabilidade de Zeca, Ana o expulsa de casa, ficando sozinha com os doisfilhos enquanto ele, após fracassar na tentativa de reatar o casamento de treze anos, termina aceitando o convite de Nina, produtora que quer montar uma peça teatral numa aldeia indígena.O movimento no Bar irá crescer com a notícia de que Dona Esperança pretende vendê-lo a uma empresa que vai construir um Shopping Center, e Ana, agora relacionando-se com o conquistador Arnaldo, recebe assustada a notícia de um incêndio na aldeia indígena, local onde Zeca havia ido trabalhar na peça com Nina.
Elenco:
Marília Pera (Ana Morena)Hugo Carvana (Zeca)Paulo Cesar Pereio (Cabelinho)Daniel Filho (Arnaldo)Antônio Pedro (Passarinho)Louise Cardoso (Nina)Nelson Dantas (Ivan)Sylvia Bandeira (Cotinha)Wilson Grey (Profeta)Anselmo Vasconcelos (Valfredo Salvador)Luiz Fernando Guimarães (Tuca)Carlos Gregório (André José Peçanha)Maria Gladys (atriz da novela)Júlio Braga (Galocha)Tessy Calado (reporter)Thelma Reston (Dona Esperança)Sandro Solviatti (Petrúcio)Oswaldo Loureiro (Baby)Ruy PolanahPascoal VillaboimNewton ContoFábio JunqueiraEleonora RochaKátia BronsteinDelta AraújoRubem JoséBetty Van WienÚrsula CantoCatalina BonakSônia VieiraCarlos WilsonDivina BrandãoEliana Araújo (atriz pôrno)Tião D`ÁvilaÁlvaro FreireTeresa MascarenhasJonas Torres (Yuri)Antônio Francisco ChavesHayloon FariaOrion XimenesMessias SantosMarga Abi-RamiaJorge LaffondSérgio MaiaDavid NevesCissa GuimarãesDenise DumontBetty FariaCláudio Marzo

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Falecida (Nelson Rodrigues) - 1965



Zulmira é obcecada pela idéia da morte e deseja um enterro luxuoso, como compensação pela vida miserável que leva, num subúrbio do Rio de Janeiro. Acreditando padecer de tuberculose, procura um médico, que lhe garante gozar de perfeita saúde. Psicologicamente abalada, acaba por converter sua fantasia em realidade, e a doença se manifesta num ataque de tosse. Certa de que morrerá em breve, pede ao marido, um fanático por futebol, que procure o sr. Guimarães, o homem mais rico do bairro, para extrair-lhe o dinheiro para um funeral de luxo. Guimarães se recusa a contribuir e revela que foi amante de Zulmira. Passa então a ser chantageado pelo marido desempregado. Zulmira morre, o marido encomenda o funeral mais barato e segue para o estádio de futebol, deixando para os vizinhos a incumbência de acompanhar o cortejo.
Título Original: A Falecida
Gênero: DramaDuração: 85min.
Lançamento (Brasil): 1965
Distribuição: Produções Cinematográficas Meta e Produções Cinematográficas Herbert Richers
Direção: Leon Hirszman
Assistente de direção: Francisco de Assis Pereira
Roteiro: Leon Hirszman e Eduardo Coutinho
Produção: Joffre Rodrigues
Produtor Associado: Aluísio Leite Garcia
Produção executiva: J.P.Carvalho
Direção de Produção: Wilmar Menezes
Assistente de produção: Reginaldo K.Dória
Co-produção: Produções Cinematográficas Meta
Música: Radamés Gnatalli
Sonografia: Carlos de La Riva
Fotografia: José Medeiros
Câmera: Dib Lutfi
Cenografia: Régis Monteiro
Maquiagem: Ronaldo Abreu e Germaine Monteuil
Contra-regra: Orlando Bandeira e Ademar Pires
Continuidade: José Antônio Ventura
Eletricista Chefe: Ulisses A. Moura
Maquinista: Ademar SilvaMontagem: Nello Melli
Assistente de Montagem: João Ramiro Mello
Montagem de Negativos: Paula Gracel
Elenco
Fernanda MontenegroPaulo Gracindo (Guimarães)Wanda LacerdaIvan CândidoNelson XavierDinorah BrilhanteJoel BarcellosHugo CarvanaGina ValliWaldyr OnofreJosé MedeirosZé KettiJoffre RodriguesGlória LadanyVirgínia ValliWilmar MenezesLucy CostaLurdes FreitasOswaldo FerreiraOtolindo LopesEduardo CoutinhoJosé WilkerBilly DavisAloísio Leite

Premiações-
Melhor Atriz (Fernanda Montenegro), Prêmio "Governador do Estado de São Paulo", SP, 1965. - Quinto Lugar, Prêmio "Governo do Estado da Guanabara", Comissão de Auxílio à Indústria Cinematográfica do Rio de Janeiro, RJ, 1965. - Melhor Filme, Diretor, Atriz (Fernanda Montenegro), Ator (Paulo Gracindo) e Autor (Nelson Rodrigues), II Festival de Cinema de Terezópolis, RJ, 1965. - Prêmio Gaivota de Prata, Festival Internacional do Filme do Rio de Janeiro, RJ, 1965. - Melhor Atriz (Fernanda Montenegro), I Semana do Cinema Brasileiro, DF, 1965.

Curiosidades-
Baseado na peça teatral homônima de Nelson Rodrigues.- Estréia de José Wilker (1946- ) no cinema, fazendo uma pequena ponta não creditada. Natural de Juazeiro do Norte, CE, ainda muito jovem muda-se para Recife. Aos 13 anos, em 1959, começa sua carreira de ator infantil na TV Rádio Clube de Recife. Em 1963, já no Rio de Janeiro, faz curso com o cineasta sueco Arne Sucksdorff e solidifica sua carreira, no cinema, teatro e televisão, tornando-se um dos maiores atores brasileiros, com igual competência também na direção, principalmente em televisão. No cinema, participa de importantes momentos, como em Dona flor e seus dois maridos (1976), O homem da capa preta (1986) e Guerra de Canudos (1997). Na televisão, é destaque em inúmeras telenovelas como Bandeira 2 (1971/72), Roque Santeiro (1985), e mais recentemente em Desejos de mulher (2002), todas pela TV Globo.

Nos Embalos de Ipanema - 1978

Toquinho, rapaz pobre, morando no subúrbio do Rio de Janeiro de Marechal Hermes, na companhia da mãe viúva e de uma irmã pequena, ambiciona mudar de vida. Aficionado pelo surfe, passa a maior parte do tempo na praia de Ipanema, na Pedra do Arpoador, acompanhando as proezas dos surfistas sobre a prancha. Mas Toquinho tem outros motivos para frequentar o local: Patrícia, uma menina rica e liberada é a sua paixão. Para atender aos caprichos de Patrícia, Toquinho deixa-se seduzir por André, um homossexual que em troca dos carinhos que recebe, promete-lhe uma viagem ao Havaí, durante um campeonato de surfe.

Ficha Técnica
Título Original: Nos Embalos de Ipanema
Gênero: Comédia
Duração: 100 min.Lançamento (Brasil): 1978
Distribuição: Condor Filmes e UCB-União Cinematográfica Brasileira
Direção: Antônio CalmonAssistente de Direção: Célia Jaguaribe
Roteiro: Armando Costa, Leopoldo Serran, Antônio Calmon, Pedro Carlos Rovai e Silvan Paezzo Produção: André Palluch, Sincrocine Produções Cinematográficas Ltda e Sagitarius Filmes Ltda
Som: Roberto Melo e Onélio Mota
Efeitos Especiais de Som: Geraldo José
Fotografia: Roberto PeceDesenho de Produção: Carlos Prieto
Direção de arte: Carlos Prieto Figurino: Carlos Prieto Edição: Manoel Oliveira e Luiz Leitão Continuidade: Tânia Lamarca
Elenco
André de BiaseAngelina MunizZaira Zambelli Paulo VillaçaRoberto BonfimSelma EgreiGracinda FreireYara AmaralSuzy ArrudaJacqueline LaureceMauro MendonçaRonaldo SantosStepan NercessianFlávio São Thiago

Histórias Que Nossas Babás Não Contavam - 1979


Sátira do conto de Branca de Neve, em que os sete anões mostram ao príncipe encantado que tamanho não é documento.
Ficha TécnicaTítulo Original: Histórias Que Nossas Babás não Contavam

Gênero: Comédia/Erótico

Duração: 97 min.

Lançamento (Brasil): 1979

Distribuição: Cinedistri

Direção: Oswaldo De Oliveira

Roteiro: Anibal Massaini Neto

Diálogos: Ody Fraga

Produção: Cinedistri

Fotografia: Oswaldo De Oliveira

Desenho de Produção: Julian Romero

Direção de arte: Marineida Massaini Edição: José Luiz Andreone
Elenco

Adele Fátima (Clara das Neves)Costinha (Caçador)Meiry Vieira (Rainha)Dênis Derkian (Príncipe)Xandó Batista (Rei)Sérgio Hingst (Ministro)Teobaldo (Conde)Lino Sérgio Satã Felipe Levy Castor Guerra Quinzinho Litho Zezinho Paulinho Zequinha João Grandão Dilim Costa Renato Pedrosa

Oh! Rebuceteio - 1984



Elenco: Ronaldo Amaral; Elizabeth Bacelar; Eleni Bandettini; Jaime Cardoso; Cláudio Cunha; Cleide Cunha; Raul Escudero Filho; Lia Farrel; Inês Kalafi; Ruy Leal; Wagner Maciel; Débora Muniz; Peri Ornellas; Carlos Pessoa; Paulo Prado; Ilga Prata; Riett; José Luiz Rodi; Júlia Savassi; Maria Teixeira; Tonhão;
Sinopse: Em Maio de 1984 o diretor Claudio Cunha estreiou o filme OH! REBUCETEIO com atrizes de ponta da então pornochanchada como Eleni Bandettini (Leticia), a obra se tornou um marco do cinema erótico brasileiro, com suas cenas de sexo explicito, mulheres um pouco mais peludas, sem silicones, e sem o uso de preservativos, tomadas de cenas espontâneas, tudo muito natural e cheio de realismo, nascia ai o sucessor do cinema novo e da pornochanchada brasileira. OH! REBUCETEIO foi um dos precurssores do sexo nas telas do Brasil, correu mundo com o realismo de suas cenas, conquistando assim um lugar de honra na história do cinema erótico brasileiro.

MINISSÉRIE: Morte e Vida Severina - 1981


Uma super produção da TV Globo inaugurando o formato minissérie das suas produções baseadas em obras literárias. Baseada na obra-prima de João Cabral de Melo Neto com José Dummont e grande elenco. Narra a dramática saga dos nordestinos em direção ao mar, em busca de trabalho, quando a seca grassa impiedosamente nas caatingas. Severino só tem a idéia de mortee, ao chegar ao Refice, está à beira do suicídio. Ele então encontra um velho - Mestre Carpina - que faz para ele uma representação alegórica do que o velho acredita ser a vida.

As Pupilas Senhor Reitor (Júlio Diniz) - 1935



Romance de Júlio Dinis publicado, em 1866, sob o formato de folhetins no Jornal do Porto, e em volume no ano seguinte. Segundo o próprio autor, numa referência das "Notas", a obra teria principiado a ser escrita em 1863, durante a permanência de Júlio Dinis em Ovar. O título refere-se às personagens femininas do romance, duas meias-irmãs órfãs, Margarida e Clara, de personalidades opostas, adoptadas pelo Reitor. A intriga centra-se, contudo, em Daniel, segundo filho do lavrador José das Dornas. Depois de, em rapazinho, ter renunciado à carreira eclesiástica por amor a Margarida, Daniel regressa à aldeia, já médico e completamente esquecido do seu idílio de infância. Para além do Reitor, a obra apresenta uma interessante galeria de tipos rústicos, onde se destacam as figuras de José das Dornas, João Semana, o bondoso médico rural, João da Esquina, o dono da loja, e a sua esposa interesseira, a ti'Zefa, a beata linguaruda, entre outras. Em suma, As Pupilas do Senhor Reitor traduz a vida rural portuguesa da época. Um livro escrito com a simplicidade de estilo e o realismo de representação que caracterizam a obra de Júlio Dinis, recheado de situações imprevistas e de grande intensidade dramática.O êxito deste romance suscitou três adaptações para cinema, todas elas muito próximas da estrutura da obra original mas com grandes diferenças de qualidade técnica. A primeira data de 1922 e foi feita sob a direcção de Maurice Mariaud. Trata-se de um filme mudo, produzido pela Caldevilla Films. Contou com o argumento de Campos Monteiro e a fotografia de Vitor Morin (ou Mory). A interpretação esteve a cargo de Eduardo Brazão, Augusto Melo, Duarte Silva, Maria de Oliveira, Maria Helena e Arthur Duarte, entre outros.Em 1935, Leitão de Barros realizou e argumentou a segunda adaptação do romance. Escolheu para o desempenho dos papéis principais dois estreantes na Sétima Arte: Maria Paula, que fez de Clara, e Paiva Raposo, que fez de Daniel. Merece também destaque a figura de João Semana, o médico da aldeia, aqui personificado por Lino Ferreira. Maria Matos e Leonor d'Eça completavam o elenco. Esta é uma versão ainda a preto e branco, com uma duração de 1h 45m, produzida pela Tobis Portuguesa. A direcção fotográfica esteve a cargo de Heinrich Gartner e a direcção musical coube a Frederico de Freitas. Segundo a generalidade das opiniões críticas, é esta a melhor adaptação cinematográfica do romance de Júlio Dinis.Anos mais tarde, em 1960, teve lugar uma terceira realização d'As Pupilas do Senhor Reitor, desta vez encetada por Perdigão Queiroga. Desta feita, trata-se de uma película a cores, com 1h 40m de duração. Como não poderia deixar de ser, o núcleo de actores foi alterado: coube agora a Anselmo Duarte, Mansa Prado, Isabel de Castro e Raul Solnado assumir os principais papéis; António Silva, porém, foi repetente na sua participação neste filme.

Os Sete Gatinhos (Nelon Rodrigues) - 1980


Ficha Técnica

Título Original: Os Sete Gatinhos

Gênero: Drama

Duração: 105 min.

Lançamento (Brasil): 1980

Distribuição: Embrafilme

Direção: Neville D'Almeida

Roteiro: Neville D'Almeida e Gilberto Loureiro

Produção: Cineville Produções,Embrafilme e Terra Filmes

Fotografia: Edson Santos

Desenho de Produção: Marcos Flaksman

Figurino: Maurício Sette

Edição: Marco Antônio Cury.


Uma família carioca cheia de personagens maliciosos percebe que a única filha decente tornou-se uma mulher pecadora e que o culpado foi um homem conhecido de todos. Por este filme, Thelma Reston foi escolhida a melhor atriz coadjuvante no 7º Festival de Gramado, em 1980.
Elenco
Cristina Aché (Silene)

Sura Berditchevsky (Hilda)

Regina Casé (Arlete)

Lima Duarte(Noronha)

Antônio Fagundes (Bibelot)

Ary Fontoura

Ana Maria Magalhães(Aurora)

Telma Reston

Maurício do Valle

Cláudio Correa e Castro

Sonia Dias

Sady Cabral

Luiz Fernando Guimarães

Simone Malaguti

Telma Reston (Gorda)

Guará Rodrigues

Sandro Solviatti

Patrícia Young

Pedro Cardoso

Fogo Morto (José Lins do Rego) - 1976


O Filme mostra de forma explicita expressões maduras dos conflitos humanos de um Nordeste decadente, as terras são do estado de Paraíba, e o ano é de 1910, e os três protagonistas são Mestre José Amaro, Coronel Lula de Olanda, e Capitão Vitorino, sendo este ultimo o quixotesco cavaleiro andante nordestino, considerado o personagem de melhor composição de toda a literatura brasileira, apelidado no filme como Papa-rabo. Os personagens são envoltos em miséria, doenças, politicagem e prepotência policial. A trama se desenvolve num ambiente carregado de violência, marcado pela guerra entre a volante policial e os cangaceiros liderados pelo legendário Antônio Silvino. Alguns flashbacks nos reconduzem aos anos de 1886 e 1888 na região dos engenhos no Estado da Paraíba.

Gregório e Mattos, Boca do Inferno



Em pleno século XVII surge na Bahia o poeta Gregório de Mattos, que com sua obra e vida trágicas anuncia o perfil tenso e dividido do povo brasileiro. Com sua produção literária o poeta cria situações desconfortáveis aos poderosos da época, que passam a combatê-lo até transformar sua vida em um verdadeiro inferno.


Gregório de Mattos, mais que uma lenda, gênese da poesia e da literatura, foi um dos maiores poetas brasileiros. No tempo de um dia desse homem falastrão, inteligente, perigoso e lúdico, acompanhamos Gregório (magistralmente vivido por Wally Salomão) pelas vielas coloniais de Salvador, nos idos de 1600. Seus pensamentos se expandem. Seus poemas tornam-se diálogos nos encontros das esquinas. Dividimos com ele, cronista da cidade, seus delírios espirituais e eróticos. O filme é poesia pura. Intacta como há 400 anos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (JOSÉ SARAMAGO)


"Ensaio Sobre a Cegueira" conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença. O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente. "Ensaio Sobre a Cegueira", dirigido por Fernando Meirelles (de "O Jardineiro Fiel" e "Cidade de Deus", pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor), é baseado na obra do escritor português José Saramago, único escritor da língua portuguesa a receber o primeiro Nobel de literatura.

A JANGADA DE PEDRA (JOSÉ SARAMAGO)




Sinopse: Um fenómeno fantástico uniu cinco criaturas e um cão de distintos lugares de Portugal e de outras nações que constituem a Espanha: a Península Ibérica separou-se da Europa numa linha traçada nos Pirinéus e vagueia agora rumo a uma colisão com o arquipélago dos Açores. Entretanto, o grupo deambula pela península primeiramente num 2 cavalos e posteriormente numa carroça de tracção animal. Joana que transporta consigo um cajado que rasga profundos sulcos no solo, o pescador Joaquim que lançou no mar uma pedra a uma distância impossível para a sua mão, o pacato professor José que nas suas deambulações terrenas é acompanhado desde os céus por um bando de aves, um farmacêutico de nome Pedro Orce que funciona melhor que o mais bem apetrechado dos sismógrafos e a camponesa Maria ligada a um cão por um gigantesco novelo de azulada lã, constituem as personagens e acontecimentos que as levaram a compor a insólita trupe. Este filme é a adaptação para cinema da obra literária «Jangada de Pedra» escrita pelo Nobel português da literatura, José Saramago, e levada a cabo pelo realizador holandês George Sluizer («Mortinho Por Chegar a Casa», 1996).

Tio Maneco, o Caçador de Fantasma - 1975




Quatro anos despois do sucesso de ''As Aventuras com Tio Maneco'', Flávio Migliaccio voltou a encarnar o tio mais legal do mundo, que não pensa duas vezes em aprontar todas com os sobrinhos. Migliaccio, criador do personagem, construiu o enredo do filme a partir de uma adaptação do conto ''The Canterville Ghost'' (O Fantasma de Canterville), de Oscar Wilde.

O CAVALINHO AZUL (MARIA CLARA MACHADO) - 1984


Gênero: Infantil

Duração: 85 min.

Tipo: Longa-metragem / Colorido

Distribuidora( s): Globo Vídeo

Produtora(s): Cinefilmes

Direção: Eduardo Escorel

Elenco:

Erasmo Carlos,

Ariel Coelho,

Renato Consorte,

Nelson Dantas,

Pedro de Brito,

Joana Fomm,

Ana Cecília Pinheiro Guimarães,

Carlos Kroeber,

Eduardo Lago,

Maria Clara Machado,

Breno Moroni,

Bia Nunnes,

Alby Ramos,

Carlos Wilson

SINOPSE:

Baseado na peça homônima de Maria Clara Machado, escrita e encenada pela primeira vez em 1960. O filme narrado por João de Deus, um andarilho de longas barbas brancas, conta que uma vez um menino chamado Vicente tinha um cavalo - para seus pais, um velho pangaré marrom; para ele, um lindo cavalo azul. Um dia, o pai vende o cavalo. Preocupado com os perigos que seu amigo devia estar enfrentando, Vicente parte em busca do seu cavalo azul. Na viagem, Vicente passa por inúmeras aventuras. Participou dos festivais de Gijon, na Espanha e Corbeille - Essone, na França.

O Bandido da Luz Vermelha - 1968


Um assaltante misterioso usa técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas de São Paulo. Apelidado pela imprensa de "O Bandido da Luz Vermelha", traz sempre uma lanterna vermelha e conversa longamente com suas vítimas. Debochado e cínico, este filme se transformou num dos marcos do cinema marginal.


Ficha Técnica

Título Original: O Bandido da Luz Vermelha

Gênero: Policial

Duração: 92 min.

Lançamento (Brasil): 1968

Distribuição: Urânio Filmes e Riofilmes

Direção: Rogério Sganzerla

Roteiro: Rogério Sganzerla

Produção: Urânio Filmes

Música: Rogério SganzerlaFotografia: Peter OverbeckDesenho de Produção: Andréa Tonaci

Montagem: Sílvio Renoldi


Elenco

Paulo Vilaça

Helena Ignez

Sérgio Hingst

Luiz Linhares

Sônia Braga

Ítala Nandi

Hélio Aguiar (Narração)

Pagano Sobrinho

Roberto Luna

Sérgio Mamberti

Carlos Reichenbach

Renato Consorte

Maurice Capovilla


Curiosidades- Aclamado pela crítica como inovador, o filme soa propositalmente desconexo e foi vagamente inspirado nas proezas do marginal João Acácio Pereira da Costa.- Frases do filme:"Quem não pode nada tem mais é que se esculhambar." "Posso dizer de boca cheia: eu sou um boçal." - Rogério Sganzerla foi homenageado no Dia Nacional da Cultura e do Cinema Brasileiro, em 5 de novembro de 2003, com a exibição do longa-metragem.

ALUGA-SE MOÇAS - 1981


Paula separou- se recentemente do marido e não encontra emprego, pois há sete anos não trabalha. Coloca anúncio no jornal propondo- se a dividir o apartamento onde mora com a filha e a empregada. Beth Lara, strip-girl, pretende ser cantora. É aprovada num teste fotográfico para promover a coleção da loja Crazy Shirts. Na boate, é vista por Odair, dono de uma gravadora, que se interessa em promovê-la. Beth procura Paula e passam a morar juntas. Magali, estudante universitária, está grávida e o pai, ao saber, a expulsa de casa. É encontrada na rua por Ângela que, para sustentar a mãe doente, trabalha numa casa de massagens. Lá, é contratada por Rafael, dono da Crazy Shirts, para trabalhar num bordel de luxo que ele pretende abrir. Cláudia e Marli moram juntas e trabalham na Crazy Shirts. Cláudia sai às vezes com Rafael, que, ao saber da virgindade de Marli, a oferece a Odair, seu amigo, esperando obter uma comissão pelo favor.


Título Original: Aluga-Se Moças

Gênero: Drama Duração: 88 min.

Lançamento (Brasil): 1981

Distribuiç ão: Haway Filmes

Direção: Deni Cavalcanti

Rote iro: Deni Cavalcanti Prod ução: Silva Neto

Direção de produção: Seraphin da Silva Neto

Assistente de produção: Luís Santos e Carlos Nascimento

Co- produção: Empresar e Madial Filmes

Música: Gretchen

Fotogr afia: Eliseu Fernandes

Assis tente de camera: Luís Rossi

Fotografi a de cena: Antônio Marques

Figurin o: Cláudia Rosso

Edição: Máximo Barro Eletricista: Inês Mulin

Maquinista: Frota

Continuid ade: Inês Mulin

Elenco Gretch en Rita Cadilac Tânia Gomide Índia Amazonense Lia Hollywood Maris tela Moreno Oásis Minitti Deni Cavalcanti Marc elo Coutinho Kleber Afonso Tina Rinaldi Margare th Souto Renato Bruno Zaira Zordana Liana Duval Jota Santana Nico Gomes Carlinos Costa Eli Silveira Meire Ferro Jesus Padilha Roberto Domingues Ferna ndo Magalhães Siuza

A Madona de Cedro (Antônio Callado) - 1968


Fininho recebe a visita de Adriano, um antigo amigo, que mora no Rio de Janeiro, trabalhando para o Dr. Vilanova, um homem muito rico. O recém-chegado diz, que seu patrão pode oferecer um bom dinheiro ao Fininho, se este o servir bem. Acaba convidando seu amigo para conhecer o Rio em seu primeiro contato com o mar, quase morre afogado, mas é salvo por Marta, bela jovem, que o deixa fortemente atraído é correspondido e decidem se casar. Mas o casamento é adiado por problemas financeiros. Adriano em nome do patrão, oferece a Fininho uma grande quantia, para que ele roube uma imagem sacra.

Título Original: A Madona de CedroGênero: DramaDuração: 110 min.Lançamento (Brasil): 1968Estúdio: Companhia Cinematográfica Vera CruzDistribuição: MGMDireção: Carlos CoimbraRoteiro: Carlos CoimbraProdução: Ossvaldo Massaini, Anibal, Massaini, Anselmo Duarte, Cinesdistri e MGMMúsica: Gabriel MiglioriFotografia: George PfisterDesenho de Produção: Carlos CoimbraDireção de arte: Carlos Coimbra e Fauzi MansurFigurino: Minelli e Margarida Maria PrimMaquiagem: Darcy SilvaEdição: Carlos Coimbra


Elenco

Leonardo Villar

Leila Diniz

Anselmo Duarte

Sérgio Cardoso

Cleide Yáconis

Ziembinski

Jofre Soares

Leonor Navarro

Américo Taricano

O PÁSSARO AZUL (MAETERLINCK) - 1940



O filme conta a história de Mytyl e Tyltyl, dois irmãos que são levados para uma encantadora viagem pelo passado, presente e futuro, em busca do Pássaro Azul da Felicidade. Simples e divertido, é uma clássica história sobre os poderes da natureza. A garotinha do filme é interpretada pela belíssima Shirley Temple, em sua primeira atuação no cinema.


Informações Técnicas

Título no Brasil: O Pássaro Azul

Título Original: The Blue Bird

País de Origem: EUA

Gênero: Aventura

Tempo de Duração: 88 minutos

Ano de Lançamento: 1940