Após escrever com alta intensidade criativa durante dois anos, Guimarães Rosa chega ao terceiro livro em 1956: "Grande Sertão: Veredas", traz uma narrativa épica por 600 páginas e mostra de maneira inovadora para sua época e com a imprecionante técnica literária, o jeito rude do homem do sertão mineiro. Mais que um simples romance, Guimarães Rosa nos brinda com um "amor proibido" de imensa profundidade psicológica entre os personagens Riobaldo e Diadorim. O livro alcança tamanho impacto que extrapola os limites da língua sendo traduzido com enorme sucesso comercial para vários países. Em 1965, os irmãos Geraldo e Renato Santos Pereira, com muito talento, realizaram esta digna primeira adaptação da obra, com roteiro aprovado pelo escritor, antecipando-se exatos 20 anos da adaptação para a TV através da minissérie homônima, um marco na história da televisão brasileira.sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Grande sertão: veredas (João Guimarães Rosa) - 1965
Após escrever com alta intensidade criativa durante dois anos, Guimarães Rosa chega ao terceiro livro em 1956: "Grande Sertão: Veredas", traz uma narrativa épica por 600 páginas e mostra de maneira inovadora para sua época e com a imprecionante técnica literária, o jeito rude do homem do sertão mineiro. Mais que um simples romance, Guimarães Rosa nos brinda com um "amor proibido" de imensa profundidade psicológica entre os personagens Riobaldo e Diadorim. O livro alcança tamanho impacto que extrapola os limites da língua sendo traduzido com enorme sucesso comercial para vários países. Em 1965, os irmãos Geraldo e Renato Santos Pereira, com muito talento, realizaram esta digna primeira adaptação da obra, com roteiro aprovado pelo escritor, antecipando-se exatos 20 anos da adaptação para a TV através da minissérie homônima, um marco na história da televisão brasileira.Guerra de Canudos (Euclides da Cunha) - 1997

Em 1893, Antônio Conselheiro (um monarquista assumido) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande demais para a República, que acabara de ser proclamada e decidira por enviar vários destacamentos militares para destruí-los. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defendiam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Assim, em 1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos são vistos pela ótica de uma família, que tem opiniões conflitantes sobre Conselheiro.
Inocência (Visconde de Taunay) - 1983
Gabriela (Jorge Amado) - 1983

Bahia, 1925. Uma das maiores secas da história do Nordeste leva para Ilhéus Gabriela, uma bela retirante que com sua beleza e sensualidade conquista a todos, principalmente Nacib, dono do bar mais popular da cidade, que emprega Gabriela para trabalhar em sua casa e com quem tem um caso. O relacionamento dos dois fica tão intenso que eles se casam, mas tudo parece desmoronar quando Gabriela lhe é infiel com o maior conquistador da cidade. Paralelamente, um "coronel" vai ser julgado por ter matado sua mulher com o amante. Os outros "coronéis" acham que ele tem de ser inocentado, pois houve um forte motivo para o crime, mas os tempos mudaram e determinados conceitos do passado estão sendo enterrados.
Dona Flor e seus Dois Maridos (Jorge Amado) - 1976

Durante o carnaval de 1943 na Bahia, Vadinho , um mulherengo e jogador inveterado, morre repentinamente e sua mulher, Flor, fica inconsolável, pois apesar dele ter vários defeitos era um excelente amante. Mas após algum tempo ela se casa com Teodoro Madureira, um farmacêutico que é exatamente o oposto do primeiro marido. Ela passa a ter uma vida estável e tranqüila, mas tediosa e, de tanto "chamar" pelo primeiro marido, ele um dia aparece nu na sua cama. Então ela pede ajuda a uma amiga, dizendo que quase foi seduzida pelo finado esposo. Um pai de santo se prontifica a afastar o espírito de Vadinho, mas existe um problema: no fundo Flor quer que ele fique, pois há um forte desejo que precisa ser saciado.
Tenda dos Milagres (Jorge Amado) - 1977
Jubiabá (Jorge Amado) - 1980

A história de um amor impossível, o amor entre o negro Antônio Balduíno e a loura Lindinalva. Tudo começou quando ele, ainda criança, foi morar na casa do Comendador Ferreira, pai de Lindinalva. O pequeno órfão ganhou a proteção do chefe da casa e o ódio da empregada portuguesa, Amélia, que tudo fez para ver realizado o seu vaticínio:
- Um negro dentro de casa... Isso não vai dar coisa boa!
Expulso da casa dos ricos protetores, Balduíno torna-se um homem famoso entre os malandros e marinheiros da beira do cais, lutador imbatível e amante famoso. Torna-se o pai-de-santo.
Até o dia em que...
Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto) - 1977

O filme narra a dramática saga dos nordestinos em direção ao mar, em busca de trabalho, quando a seca grassa impiedosamente nas caatingas. Severino só tem a idéia de mortee, ao chegar ao Refice, está à beira do suicídio. Ele então encontra um velho - Mestre Carpina - que faz para ele uma representação alegórica do que o velho acredita ser a vida.
Menino de Engenho (José Lins do Rego) - 1962

Carlinhos, um menino que é enviado ao Engenho Santa Rosa para ser criado por parentes, após a violenta morte de sua mãe. Sua adaptação à nova vida é marcada pela morte e pela partida das pessoas queridas. Açlém disso, Carlinhos vive suas angústias pessoais nos tempos da dolorosa decadência da aristocracia rural nordestina. Tudo isso faz com que ele tenha a sensação de ver o próprio mundo desabando à sua volta. Os cenários e as personagens parecem pertencer, apesar de vivos, a uma fotografia de um tempo passado. Em meio a esse universo decadente, somente Carlinhos pode emergir como força vital, como fonte de esperança. No cruzamento entre realidade, romance e filme "Menino de Engenho" desponta como um clássico da cinema nacional.
São Bernardo (Graciliano Ramos) - 1972

No interior de Alagoas, o filho de camponeses Paulo Honório, é um mascate que perambula pelo sertão a negociar com redes, gado, imagens, rosários e miudezas. Cria uma obsessão, arrancar a fazenda São Bernardo das mãos de seu inepto dono, o endividado Luiz Padilha, transformando este em seu empregado.
Memórias do Cárcere (Graciliano Ramos) - 1984
Vidas Secas (Graciliano Ramos) - 1963
Macunaíma (Mário de Andrade) - 1969

Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os matizes. Depois dessa longa e tumultuada aventura urbana, ele volta à selva, onde desaparecerá como viveu - antropofagicamente.
O Homem Nu (Fernando Sabino) - 1997

Sílvio Proença precisa embarcar a contragosto para São Paulo, a fim de divulgar seu novo livro. No aeroporto, encontra um grupo de velhos companheiros. Com o embarque cancelado devido à uma forte tempestade, o grupo segue para o apartamento de Marialva, filha de um dos amigos de Proença, onde o grupo dá continuidade à reunião. Seduzido pela música e pelos encantos de Marialva, Proença passa a noite ali mesmo, onde desperta no dia seguinte, completamente nu. Ainda zonzo da ressaca, vai apanhar o pão deixado à porta do apartamento. É quando o vento fecha a porta e deixa-o completamente nu do lado de fora.
Luzia Homem (Domingos Olímpio) - 1984
O Quatrilho (José Clemente Ponzenato) - 1994

Rio Grande do Sul, 1910. Em uma comunidade rural composta por imigrantes italianos, dois casais muito amigos se unem para poder sobreviver e decidem morar na mesma casa. Mas o tempo faz com que a esposa de um se interesse pelo marido da outra, sendo correspondida. Após algum tempo, os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para trás seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isto desprovida de romance.
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