sábado, 5 de janeiro de 2008

Amores Possíveis (Paulo Halm) - 2001



Amores possíveis é um filme sobre o destino. Sabe aquele passo que você deu na vida e que tornou toda ela diferente do que poderia ter sido? Carlos Eduardo está a ponto de dá-lo. Na porta do cinema ele aguarda Júlia, a menina por quem está apaixonado. Júlia está atrasada. E se ela não chega, e ele se casa com outra?E se ela não chega e sua vida muda tanto, que ele se casa com outro homem? E se, porque ela não chega, ele se torna um rapaz imaturo, cheio de experiências amorosas inconstantes e insatisfatórias? Carlos Eduardo irá viver estas três possibilidades . Uma depende da sua coragem de encarar ou não a sua grande paixão. A outra, de se permitir uma transgressão, e a terceira de ser maduro o suficiente para entender que o amor romântico ? aquele em que duas metades se completam e vivem felizes para sempre ? tem limites. Carlos Eduardo irá reencontrar Júlia de três maneiras diferentes. Para temperar ainda mais estes encontros, Pedro, Maria e Dona Sônia, a mãe de Carlos Eduardo, estarão em cena.

Olga (Jayme Monjardim) - 2004



O filme retrata uma grande história de amor, em todos os sentidos: a luta; os ideais; o marido; a maternidade. Da infância burguesa na Alemanha à morte numa das câmaras de gás de Hitler, as imagens retratam a alma de uma revolucionária que descobriu o amor e a crueldade no Brasil, onde Olga Benario casou-se com Luís Carlos Prestes, engravidou e foi entregue por Getúlio Vargas aos nazistas.

O Maior Amor do Mundo (Cacá Diegues) - 2005



Antonio (José Wilker) é um famoso e bem-sucedido astrofísico brasileiro que é professor em uma universidade norte-americana e que recebe a notícia de que é vítima de uma doença fatal pouco antes de retornar ao Brasil. No Rio de Janeiro, ele descobre a verdadeira identidade de seus pais biológicos e a surpreendente história de amor entre eles em uma jornada pessoal que o leva de volta ao passado e o transporta da rica Zona Sul carioca à Baixada Fluminense, na periferia miserável da cidade.

2 Filhos de Francisco (Breno Silveira) - 2005



Incentivados pelo pai Francisco, lavrador do interior de Goiás cujo sonho aparentemente impossível é transformar dois de seus nove filhos numa famosa dupla sertaneja, Mirosmar aprendeu acordeão e Emival, violão. Para ajudar nas despesas, os meninos tocam na rodoviária, onde conhecem um empresário que consegue fazer deles um sucesso no interior do Brasil até um acidente interromper a carreira da dupla. Anos mais tarde, Mirosmar volta a cantar, vira Zezé Di Camargo, mas a fama só chega quando se junta ao irmão Welson (Luciano), o parceiro perfeito para concretizar a profecia de seu pai.

O Ano em que Meus Pais saíram de Férias (Cao Hamburger) - 2007



Em 1970, o Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura militar que impera no País, seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma 'estranha' e divertida comunidade - o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus, italianos, entre outras culturas. Uma história emocionante de superação e solidariedade.

Cafundó (Clóvis Bueno) - 2005


João de Camargo (Lázaro Ramos) viveu nas senzalas em pleno século 19. Após deixar de ser escravo, ele fica deslumbrado com o mundo em transformação ao seu redor e desesperado para viver nele. O choque é tanto que faz com que João tenha alucinações, acreditando ser capaz de ver Deus. Misturando suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã, João passa a acreditar que seja capaz de curar e realmente acaba curando. Ele torna-se então uma das lendas brasileiras, popularizando-se como o Preto Velho.

Zuzu Angel (Sérgio Rezende) - 2006




Nascida em Curvelo (MG), Zuleika Angel Jones iniciou, no Rio de Janeiro, a trajetória que a transformaria na estilista conhecidainternacionalmente como Zuzu Angel e que inaugurou a moda brasileira capaz de encantar o mundo. Sua lista de clientes incluía grandes celebridades internacionais da época, como Joan Crawford, Kim Novak e Liza Minelli. Suas matérias-primas iam de panos de colchão e chita a pedras preciosas e o anjo era a logomarca de sua confecção. Nos anos 60, Zuzu conquistava páginas inteiras em grandes jornais norte-americanos como The New York Times e The New York Post, enquanto seu filho Stuart Angel Jones tornava-se militante do MR-8 durante o regime militar brasileiro. Preso em 1971, Stuart foi torturado e assassinado, sendo dado como desaparecido político.

Bye, Bye Brazil (Cacá Diegues) - 1979



Salomé (Betty Faria), Lorde Cigano (José Wilker) e Andorinha são três artistas ambulantes que cruzam o país juntamente com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles se juntam o sanfoneiro Ciço (Fábio Junior) e sua esposa, Dasdô (Zaira Zambelli), com os quais a Caravana cruza a Amazônia até chegar a Brasília.

Lisbela e o Prisioneiro (Osman Lins) - 2003

Lisbela (Débora Falabella) é uma moça que adora ir ao cinema e vive sonhando com os galãs de Hollywood dos filmes que assiste. Leléu (Selton Mello) é um malandro conquistador, que em meio a uma de suas muitas aventuras chega à cidade de Lisbela. Após se conhecerem eles logo se apaixonam, mas há um problema: Lisbela está noiva. Em meio às dúvidas e aos problemas familiares que a nova paixão desperta, há ainda a presença de um matador (Marco Nanini) que está atrás de Leléu, devido a ele ter se envolvido com sua esposa (Virginia Cavendish).
Vale a pena assistir, uma delícia de filme. Cheio de referências a cultura nordestina o filme enche nossos olhos com imagens e cores. Da mesma forma a trilha sonora esbanja musicalidade com parcerias inusitadas, mostrando a riqueza de nosso país nesta area.
O filme nasceu de uma peça de Osman Lins que Jorge Furtado, Pedro Cardoso e Guel Arraes transformaram em um especial de TV de 50 minutos. Passaram-se 9 anos até que Virginia Cavendish e Paula Lavigne incentivassem Guel Arraes a readaptá-la para o teatro.

Amarelo Manga (Cláudio Assis) - 2002



Guiados pela paixão, os personagens deste filme vão penetrando num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. O universo aqui é o da vida-satélite e dos tipos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante. Não o amarelo do embaraçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas. Uma amarelo-manga, farto.

Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes) - 2005

O ano é 1942, o mundo vive a Segunda Guerra Mundial. Um alemão de nome Johann dirige um caminhão carregado de frascos de Aspirina e filmes com propagandas do produto. Nessa viagem, Johann conhece um país, ao mesmo tempo que escapa das notícias da guerra. Ranulpho, morador de uma pequena vila, faz o percurso inverso, ou seja, está indo buscar uma vida melhor no promissor e industrializado sudeste do país e, para isso, deixa sua pequena cidade natal rumo ao Rio de Janeiro. Acontece o encontro ocasional desses dois personagens. Interesses em comum e a promessa de cada um chegar ao seu destino fazem com que partam nessa aventura juntos.

Quanto vale ou é por Quilo? (Sérgio Bianchi) - 2005


Do polêmico diretor Sérgio Bianchi, chega esta adaptação livre do conto "Pai Contra Mãe", de Machado de Assis, traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira de hoje, focalizando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas.No conto original, as personagens principais são Candinho - o caçador de escravos fugidos e Arminda - a escrava fugitiva e grávida. Ao ser apanhada por Candinho, ela é devolvida ao dono e sofre um aborto. Candinho, por sua vez, recebe a recompensa em dinheiro, que irá lhe permitir o sustento do próprio filho. No filme, ambos aparecem novamente em cenas atuais. Junto com outras personagens, vivem episódios contemporâneos que refletem, de diversas maneiras, os mesmos conflitos da história original. Apesar dos tempos serem outros, das ações serem diferentes e de haver uma busca por novas soluções, pouco parece mudar no destino dessas personagens.
O filme traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea, focalizando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas. Com muitos atores afro-brasileiros, a ação se desenrola nesses dois períodos históricos ao mesmo tempo.
Quanto vale ou é por quilo? utiliza linguagens variadas para contar essa história. Entre elas, trechos de documentários e pequenos contos de enredo, baseados em crônicas de Nireu Cavalcante, extraídas de autos do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. Apesar de ser um filme de ficção, a escravatura é mostrada como está descrita nesses documentos, e em outros escritos históricos da época. Ao traçar esse paralelo entre o século XIX e o tempo atual, o filme questiona até que ponto a estrutura da sociedade brasileira realmente mudou da época colonial até hoje.

O Romance da Empregada (Bruno Barreto) - 1987


Baseado nas obras de Clarisse Lispector.
Cinco horas da manhã, Fausta sai para mais um dia de trabalho como empregada doméstica. Espremidas no trem do subúrbio, ela e amigas compartilham tristezas e também alegrias. Fausta vive um casamento fracassado com João, que, quando não está bêbado, trabalha numa pedreira, onde sofre um acidente. Impedido de andar, passa os dias em casa, bebendo e enlouquecendo aos poucos. Fausta continua na luta. A caminho do trabalho, passa todos os dias por Seu Zé, um velho asmático, segurador de placa do tipo "compra-se ouro" na estação terminal. A vida de Fausta é tão difícil que, a seus olhos, Seu Zé é um homem de posses. Um dia Seu Zé lhe oferece um presentinho e a convida para uma cerveja, Fausta aceita e, a partir daí, sua vida muda.

O Homem da Capa Preta (Sérgio Rezende) - 1986

Baseado na vida de Tenório Cavalcanti, um polêmico e reacionário político da Baixada Fluminense nos anos 50. Usando uma capa preta e armado com sua metralhadora apelidada de Lurdinha, Tenório tornou-se um aventureiro, desafiando a corrupção e os poderosos que dominavam o município de Duque de Caxias. ?Não sou fascista, não sou comunista, não sou covarde. Sou Tenório. Sou macho?. Com essa frase Tenório Cavalcanti foi considerado um mito nacional.

Tapete Vermelho (Luiz Alberto Pereira) - 2006


Sensí­vel, engraçado e comovente, Tapete Vermelho é a mais bela homenagem feita pelo cinema ao grande Mazzaropi. Matheus Nachtergaele e Gorete Milagres formam um casal de caipiras que leva o filho Neco, de nove anos, para uma cidade a fim de assistir a um filme do artista no cinema. Mas os tempos mudaram e os cinemas desapareceram. No caminho o trio cruza com tipos curiosos provando que as lendas da roça ainda estão bem vivas.

Cazuza, O Tempo não pára (Walter Carvalho) - 2004



Sob a lona do Circo Voador, um jovem canta uma música em inglês. Poderia ser apenas mais um entre inúmeros aspirantes ao sucesso, no entanto, Cazuza não ficaria muito tempo na tribo dos talentos promissores. Instável e desafiador, mas também extremamente sedutor, ele vivia sua confortável vida de garoto da zona sul do Rio sob a cerrada vigilância da mãe. Cazuza queria tudo ao mesmo tempo. Sua urgência transgressora não conhecia limites e se refletia em todas as áreas de sua vida. E ele logo descobriu que a música era a melhor maneira de expressar esse sentimento que não tinha começo, não tinha fim, não tinha foco. Viver cada vez mais intensamente, romper limites e correr riscos faziam parte de seu show cotidiano.

Abril despedaçado (Rudian Nassar) - 2001



Em abril de 1910, na geografia desértica do sertão brasileiro vive Tonho e sua família. Tonho vive atualmente uma grande dúvida, pois ao mesmo tempo que é impelido por seu pai para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, sabe que caso se vingue será perseguido e terá pouco tempo de vida. Angustiado pela perspectiva da morte, Tonho passa então a questionar a lógica da violência e da tradição.

Pixote, A Lei do mais Fraco (Hector Babenco) - 1981



Um clássico do cinema nacional.
Pixote foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua "educação", pois conviveu com todo o tipo de criminoso e jovens delinqüentes que seguem o mesmo caminho. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.

O Pagador de Promessas (Dias Gomes) - 1962



Zé do Burro e sua mulher Rosa vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira.

Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão (Joaquim Assis) - 2000



Cinebiografia de Heitor Villa-Lobos, o mais importante compositor das Américas. A história começa com Villa, já velho, saindo para um concerto de gala no Teatro Municipal, onde seria homenageado. É a última vez que o maestro sai de casa com vida. Seu olhar é febril e atento e a partir desta cena e de outras do mesmo concerto vão surgindo lembranças de sua vida.