domingo, 18 de novembro de 2007

As Meninas (Lygia Fagundes Telles) - 1996


São Paulo, 1971 uma época de guerrilhas urbanas e repressão política. Lorena (Adriana Esteves), Lia (Drica Moraes) e Ana Clara (Cláudia Liz)são três jovens universitárias que moram num pensionato de freiras. A faculdade está em greve e as três meninas são as únicas que permanecem por ali em buscade seus destinos. Mas não importa que suas trajetórias não sejam coincidentes. Lorena é rica, mas vive atormentada por seus problemas existencias, Lia é forte,decidida e liberada sexualmente e acabou se envolvendo em atividades universitáriasconsideras "subversivas", Ana Clara é pobre e auto destrutiva, não tem a nobreza de Lorena nem a inteligência de Lia. Juntas,essas meninas viverão um turbilhão de emoções que marcou uma época de mudanças.

Sinhá Moça (Maria Dezone Pacheco Fernandez) - 1953


Sinhá Moça, filha de um grande fazendeiro possuidor de muitos escravos, se rebela contra o pai, briga pela causa dos escravos, os quais acabam por entrar em luta sangrenta contra seus algozes, um advogado que se apaixona por ela, procura organizar a campanha abolicionista e...

Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel (José de Alencar) - 1976


Iracema. Um dos mais belos romances da literatura romântica brasileira, foi publicado em 1865, escrito por José de Alencar. O Romance conta, de forma quase poética, o amor de um branco, Martim Soares Moreno, pela índia Iracema, a virgem dos lábios de mel e de cabelos tão escuros como a asa da graúna.
A relação do casal serviria de alegoria para a formação da nação brasileira. A índia Iracema representaria a natureza virgem e a inocência enquanto o colonizador Martim (referência explicita ao deus grego da guerra, Marte) representa a cultura (européia). Da junção dos dois surgirá a nação brasileira representada alegoricamente, então, pelo filho do casal, Moacir ("filho do sofrimento").

Para alguns críticos, a palavra Iracema é um anagrama de América, tratando-se o livro pois de uma metáfora sobre a colonização americana pelos europeus. O desenvolvimento da história e principalmente o final assemelham-se em muito a história do novo continente.

A Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo) - 1971


De Joaquim Manuel de Macedo - a primeira heroína tipicamente brasileira de nossa literatura, ganha vida num musical envolvente que tem como cenário a ilha de Paquetá. Conduzido pelo estilo colonial e bem humorado das brincadeiras e namoros de estudantes, Carolina ( Sonia Braga) é uma bela e inquieta jovem, que idealiza tornar seu sonho realidade - uma jura de amor que a acompanha desde criança. No luxo das festas e bailes do fim do século passado, o tema central é o amor, num clima poético que faz deste romance um dos filmes preferidos do público brasileiro.

O Guarani (José de Alencar) - 1995


Publicado em 1857 (inicialmente em folhetins e no mesmo ano em volume) O Guarani é considerado a ?epopéia da formação da nossa nacionalidade?, dentro do propósito romântico de afirmação nacional e exaltação patriótica. Idealizando tanto o índio como o colonizador português, que constituem o esteio de nossa raça...
José de Alencar cultivou, além do romance indianista, o romance histórico, o regionalista e o urbano (de costumes). No romance indianista, abarcou três fases da nossa história relativamente ao contato entre o índio e o branco:
O período pré-cabralino: Ubirajara, cujo enredo se passa antes da colonização portuguesa, com os índios ainda livres de qualquer influência estrangeira;
Os primeiros contatos entre o índio e o branco: Iracema, cujo enredo é dominado pela relação amorosa entre a personagem-título e o guerreiro português Martim;
A colonização: O Guarani, que trata da convivência entre o índio e o branco já no processo de colonização.

Senhora (José de Alencar) - 1976


ELENCO:
Elaine Cristina (Aurélia), Paulo Figueiredo (Fernando), Chico Martins (Lemos), Flávio Galvão (Eduardo), Etty Fraser (Firmina), Yara Lins (D. Emília), Sadi Cabral, Ana Maria Dias, Elizabeth Hartman, Amilton Monteiro, Ruthinéa de Moraes, Aldo Cezar, Flaminio Fávero, Olivia Camargo, Leonor Navarro, Marilene de Carvalho.
Publicado originalmente em 1875, mais que uma história de amor, Senhora é uma crítica aos costumes de uma época em que a mulher valia pelo dote que podia oferecer no mercado matrimonial.
O romance conta a história de Aurélia, moça pobre e sofrida, sem esperanças de casar-se por não dispor de um dote. Vive um breve mas intenso namoro com Fernando Seixas, rapaz vaidoso e endividado que, embora apaixonado por ela, abandona-a, seduzido pela oferta de um dote, comprometendo-se com outra moça.Após perder pai, mãe, irmão, Aurélia herda inesperadamente a fortuna do avó paterno, que nunca a reconhecera como neta. Torna-se, então, a mulher mais rica e cobiçada da corte. Poderia escolher qualquer marido, mas prefere casar-se com Fernando, desejando vingar-se dele...

Lucíola, o Anjo Pecador (José de Alencar) - 1975


Logo após ter chegado ao RJ, procedente de Olinda, Paulo fora convidadopor um amigo, o sr. Sá, a acompanhá-lo à Festa da Glória, quando lhe atraíra a atenção uma jovem e bela mulher. Lúcia era, assim, uma mundana de rara beleza e suave aspecto, que faziam parecer uma jovem inocente. Pelo menos,essa foi a impressão de Paulo e que o levou a apaixonar-se, mesmo depois de saber quem era ela e ciente do interesse dela por ricos senhores da região.

O Cortiço (Aluízio Azevedo) - 1977


Adaptação da obra de Aluizio Azevedo, o filme descreve a vida de um cortiço do Rio de Janeiro no final do século passado, à época da escravatura, O Cortiço é de propriedade de um português chamado João Romão que ambiciona ter a mesma riqueza de seu vizinho Miranda, um rico barão do Império. "João Romão, português, bronco e ambicioso, ajuntando dinheiro a poder de penosos sacrifícios, compra pequeno estabelecimento comercial no subúrbio da cidade (Rio de Janeiro). Ao lado morava uma preta, escrava fugida, trabalhadeira, que possuía uma quitanda e umas economias. Os dois amasiam-se, passando a escrava a trabalhar como burro de carga para João Romão. Com o dinheiro de Bertoloza (assim se chamava a ex-escrava), o português compra algumas braças de terra e alarga sua propriedade. Para agradar a Bertoleza, forja uma falsa carta de alforria. Com o decorrer do tempo, João Romão compra mais terras e nelas constrói três casinhas que imediatamente aluga. O negócio dá certo o novos cubículos se vão amontoando na propriedade do português. A procura de habitação é enorme, e João Romão, ganancioso, acaba construindo vasto e movimentado cortiço. Ao lado vem morar outro português, mas de classe elevada, com certos ares de pessoa importante, o Senhor Miranda, cuja mulher leva vida irregular. Miranda não se dá com João Romão, nem vê com bons olhos o cortiço perto de sua casa. No cortiço moram os mais variados tipos: brancos, pretos, mulatos, lavadeiras, malandros, assassinos, vadios, benzedeiras etc. Entre outros: a Machona, lavadeira gritalhona, "cujos filhos não se pareciam uns com os outros"; Alexandre, mulato pernóstico; Pombinha, moça franzina que se desencaminha por influência das más companhias; Rita Baiana, mulata faceira que andava amigada na ocasião com Firmo, malandro valentão; Jerônimo e sua mulher, e outros mais. João Romão tem agora uma pedreira que lhe dá muito dinheiro. No cortiço há festas com certa freqüência, destacando-se nelas Rita Baiana como dançarina provocante e sensual...."

O Seminarista (Bernardo Guimarães) - 1976



No interior de Minas Gerais, Eugênio, filho de fazendeiros, passa a infância ao lado de Margarida, filha de uma simples agregada da fazenda. Dessa convivência nasce o amor. Para evitar que o caso de amor progrida, os pais de Eugênio o internam em um seminário, obrigando-o a seguir a carreira eclesiática. O tempo passa mas Eugênio não esquece Margarida. Com a ajuda dos padres, seus pais inventam a notícia do casamento da moça, o que desilude Eugênio e o faz decidir-se pela vida de padre.
Eugênio ao voltar para a vila natal, ele é chamado a socorrer uma moça doente. Era Margarida. Ela lhe conta toda a verdade: tinha sido expulsa da fazenda, com a sua mãe, já morta, passava necessidades e não tinha casado com ninguém, pois ainda o amava. A paixão renasce com aquela visita e no dia seguinte os dois entregam-se ao amor.
Atormentado pelo remorso, Eugênio se prepara para rezar sua primeira missa quando alguém o chama para encomendar um cadáver que acabou de chegar à igreja. Era o corpo de Margarida. Eugênio não resiste ao choque e na hora da missa enlouquece.

O Crime do Padre Amaro (Eça de Queiroz) - 2002



O jovem padre Amaro (Gael García Bernal) acaba de ser ordenado e em breve irá para Roma continuar seus estudos, graças à boa relação que mantém com o bispo. Antes, contudo, deve trabalhar em uma paróquia. Ele é enviado para Los Reyes para atuar sob as ordens do padre Benito (Sancho Gracia), o vigário que aparentemente vive uma existência corrupta e contraditória. Lá Amaro conhece a linda e devota Amelia (Ana Claudia Talancón), filha de Sanjuanera (Angélica Aragón), dona do restaurante mais importante da cidade e amante do padre Benito. Diante do mundo real, Amaro é confrontado com a hipocrisia da Igreja, que condena as guerrilhas mas convive com chefes do tráfico de drogas.

O Primo Basílio (Eça de Queiroz) - 1988


Minissérie: Gilberto Braga. Direção: Daniel Filho

Basílio, filho bastardo de João de Brito, acaba de chegar da Inglaterra. Ele só tem olhos para Luísa, a sua bela e doce prima que parece exalar um ardor juvenil extremamente delicado. Durante um romântico passeio, Basílio conquista a jovem e surge o primeiro beijo. Mergulhada em sonhos, Luísa ainda não se dá conta do que acontece ao seu redor: a família Brito cai em falência e Basílio é obrigado a partir para o Brasil, a fim de refazer a vida e acumular fortuna. Antes de viajar, porém, promete casar-se com Luísa assim que regressar a Portugal. Durante os primeiros dias naquele país distante, Basílio escreve a Luísa com alguma assiduidade, mas, com o passar do tempo, deixa de mandar quaisquer notícias, até que acaba por escrever para terminar tudo entre ambos. Enquanto Jorge se ausenta de Lisboa, Basílio regressa e torna a seduzir a prima. Mas Juliana (empregada) intercepta uma carta dos dois e começa a chantagear a patroa com exigências absurdas.

O Primo Basílio (Eça de Queiroz) - 2007


Ambientado em São Paulo, em 1958, o filme conta a história de Luísa, uma jovem romântica. Casada com o engenheiro Jorge, ela se envolve com seu primo Basílio, um elegante bom-vivant. Vivendo entre a paixão e o amor, ela se vê chantageada pela empregada, que descobre seu caso com o primo.

Baseado no romance “O primo Basílio”, escrito pelo português Eça de Queiroz. “O primo Basílio” é um dos mais importantes romances de Eça de Queiroz. Publicado em 1878, constitui uma análise da família burguesa urbana no século XIX. O romance é o segundo escrito por Ela, logo após “O crime do Padre Amaro”, em que já havia retratado essa vida pequeno burguesa que se consolidou no decorrer daquele século. Com “O primo Basílio”, Eça muda a sua cena para a cidade, em busca de um cenário novo para as mesmas situações de hipocrisia e falsidade que nascem no âmago de um lar aparentemente feliz e perfeito.

DOCUMENTÁRIO: Carlos Drummond de Andrade, O Poeta de Sete Faces - 2002


O título do documentário remete ao Poema das sete faces publicado no primeiro livro de Drummond, Alguma poesia, de 1930. De acordo com o diretor, dá a idéia de alguém que vive à margem, fora do sistema, com um olhar crítico e inusitado sobre a realidade, uma característica que perpassa a vida e a obra do poeta. Além disso, apesar de Drummond não ter heterônimos, Paulo Thiago afirma, já no título, a amplitude e diversidade do poeta.

O Vestido (Carlos Drummond de Andrade) - 2004


Duas meninas descobrem no porão da casa, um velho e lindo vestido de festa. Querem saber como foi parar ali, principalmente depois que viram sua mãe chorando com o mesmo entre as mãos. Iniciam assim, uma investigação. Ainda mais: por que sempre à mesa, nas refeições, havia um prato reservado ao pai, que as havia abandonado há muitos anos?
Livremente inspirado no poema "Caso do Vestido" de Carlos Drummond De Andrade- Para levar o poema "Caso do Vestido" para as telas, o diretor Paulo Thiago trabalhou em uma primeira etapa com o escritor mineiro Carlos Herculano Lopes, autor de "Sombras de Julho" , "A Dança dos Cabelos", no desenvolvimento do poema sob forma de um romance. Em uma segunda etapa, o romance de Carlos Herculano serviu de base para o roteiro escrito por Paulo Thiago e Haroldo Marinho Barbosa.

sábado, 17 de novembro de 2007

O Saci (Monteiro Lobato) - 1953


Baseada na obra homônima de Monteiro Lobato, este é o primeiro filme baseado na obra do escritor. Raríssimo com a participação do primeiro elenco da TV Tupi responsáveis junto a Julio Gouveia e Tatiana Belinky por levar para a Tv o Sítio do Picapau Amarelo.

Monteiro Lobato, Furacão na Botocúndia - 1998


Produzido pela Videoimagem com roteiro de José Roberto Torero e direção de Roberto Elisabetsky, o vídeo se propõe a reconstruir o personagem Lobato à luz de elementos que renovam sua biografia. Embora admirado e presente no imaginário brasileiro, Monteiro Lobato mantém até hoje aspectos mal conhecidos ou mesmo distorcidos em sua vida e obra. A polêmica - marca registrada da personalidade de Lobato - permeia todo o documentário, através de depoimentos e de opiniões contraditórias a seu respeito.

Sagarana, o Duelo (João Guimarães Rosa) - 1990


Turíbio Todo (Joel Barcelos) volta da pescaria sem contra-aviso à sua esposa Mariana (Ítala Nandi) e a flagra namorando um caçador de cangaceiros (Milton Moraes). Turíbio arma-se de uma garrucha para se vingar, prepara tocaia, mas mata o homem errado. Para perseguil-lo pelo crime aparece justamente o amante da mulher. Em meio a caçada, os dois homens vão encontrando personagens do sertão mineiro. Todos ficam sabendo da guerra entre aqueles sujeitos e querem saber como vai terminar esse duelo.

A Hora e a vez de Augusto Matraga (João Guimarães Rosa) - 1965


Augusto Matraga é um violento fazendeiro. Traído pela esposa, ele é emboscado por seus inimigos e dado como morto. Mas, ele é salvo e volta-se para a religiosidade. Augusto conhece Joãozinho Bem Bem, jagunço que o faz viver um conflito interno, instigando os instintos violentos de sua personalidade. Matraga começa então a oscilar entre seu temperamento agressivo e o misticismo que não consegue mais abandonar.

Noites do Sertão (João Guimarães Rosa) - 1985


Consagrada no Brasil e no exterior, esta premiadíssima adaptação cinematográfica da obra de Guimarães Rosa, mostra o estranho universo de um viúvo e três solitárias mulheres. Separada do marido, Lalinha sai da cidade grande e passa uma temporada na fazenda do ex-sogro, localizada no sertão de Minas Gerais. Sua presença desperta estranhas emoções nas pessoas que vivem na pacata fazenda.

A Terceira Margem do Rio (João Guimarães Rosa) - 1994


Um homem abandona a casa, a mulher e os filhos para viver isolado numa canoa, no meio do rio. Jamais volta a pisar em terra firme, nunca mais aparece a ninguém. A Terceira Margem do Rio é uma adaptação de quatro histyórias de Primeiras Histórias, de João Guimarães Rosa: A Menina de Lá, Os Irmãos Dagobé, Sequência e Fatalidade. Por que o homem abandona a família e vai viver no meio do rio? São indagações que procuramos responder. Talvez a terceira margem do rio seja o que todo mundo procura e não sabe o que é.